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Mansidão: a força c/roupas simples

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“Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma.” (Mateus 11.29)

Na antiguidade, a mansidão era considerada como uma fraqueza. Num ambiente em que as guerras e a violência eram realidades bem comuns, agressividade, poder, força física e superioridade eram as virtudes. Uma pessoa humilde e mansa era considerada fraca, vulnerável e de caráter frágil. E parece que não era apenas na época bíblica. Ainda hoje a mansidão recebe um tratamento de desprezo, como sendo uma fraqueza. Então olhamos para Jesus e O vemos dizendo, a respeito de si mesmo, que é manso e humilde de coração. E que, justamente por ser assim, Ele tem a força necessária para acolher, apoiar e ser referência para as pessoas que estão cansadas da vida.

Bem, isso não me parece ser uma tarefa para gente mole, pois a vida realmente não é nada fácil. Alguém que se apresenta como paradigma de como enfrentar as desgastantes lutas da vida precisa ser um protótipo de “gigante existencial”. E Jesus O é por sua mansidão e humildade – virtudes tão frequentemente desprezadas, mas que se mostram extremamente robustas, apesar de se apresentarem “vestidas de roupas simples”.

Então não é de surpreender, com o ensino e o exemplo de Jesus, que o apóstolo Paulo tenha transformado a mansidão, que era uma das qualidades desprezadas do mundo que o cercava, em uma das principais virtudes do cristão, e um dos elementos-chave do Fruto do Espírito. De onde, então, nasce em nós esse tipo de mansidão, que mantém a nossa confiança e nos dá forças para os enfrentamentos, sem termos que agir com violência e agressividade? Paulo diz que é fruto do Espírito, ou seja, do caráter de Cristo que o Seu Espírito implantou e está fazendo crescer em nós.

Quem é morada do Espírito sabe bem claramente duas coisas que fazem toda a diferença: (a) sou tão humano, imperfeito e sujeito a tropeços como qualquer um (isto se chama autoconhecimento humano) mas (b) sou amado, aceito e estou sendo transformado pelo meu Senhor em alguém mais parecido com Ele (isto se chama autoconfiança espiritual). Não preciso reivindicar agressivamente meus direitos ou autoridade: Ele já me deu tudo o que preciso. Posso prosseguir em paz – comigo, com Ele e com os meus semelhantes.

 

Pastor Alex